PROGRAMA ELEITORAL
1. TRABALHO E PROTECÇÃO SOCIAL A prioridade do Estado deve ser assegurar o PLENO EMPREGO e a PROTECÇÃO DAS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE INCAPACIDADE temporária ou definitiva DE PROVER AO SEU SUSTENTO, designadamente desempregados, doentes, idosos e inválidos. Além disso, o trabalho, sendo um direito fundamental, deve ser remunerado de FORMA JUSTA E SUFICIENTE e deve assegurar ESTABILIDADE E DESCANSO necessários ao bem-estar e desenvolvimento dos trabalhadores. Em Portugal, o desemprego e a precariedade são os problemas mais prementes actualmente, aliados aos baixos salários da maioria da população. Por isso, propomos:
2. ECONOMIA E FINANÇAS A recuperação económica depende do CRESCIMENTO DA PROCURA INTERNA e do AUMENTO DAS EXPORTAÇÕES. O papel do Governo deve ser intervir nos factores de que dependem as referidas alavancas económicas. O crescimento da procura interna dá-se com a redistribuição da riqueza por via salarial e através de prestações sociais estatais; e as exportações crescem na medida em que aumenta a produtividade e a inovação científica e tecnológica. Os investimentos públicos são necessários, mas devem ter CARÁCTER REPRODUTIVO, não só do ponto de vista económico como também ao nível do emprego. Por isso, propomos:
3. JUSTIÇA O Estado deve produzir leis justas e garantir o cumprimento universal das mesmas. Actualmente, apesar de haver uma igualdade formal perante a lei, não existe igualdade de oportunidades. A prioridade deve ser, por isso mesmo, acabar com todas as formas de discriminação, incluindo no acesso ao direito e aos tribunais. Por isso, propomos:
4. SAÚDE A prioridade do Estado deve ser a satisfação do DIREITO À SAÚDE dos seus cidadãos, entendida esta como o bem-estar físico e mental. Actualmente, os maiores problemas nacionais nesta área têm a ver com a falta de capacidade de resposta ao serviço nacional de saúde, a taxação dos cuidados de saúde, a marginalização das medicinas alternativas e o culto excessivo dos medicamentos, bem como, em muitos casos, a sua sobreprescrição e sobreconsumo. Por isso, propomos: a) Serviço público de saúde, gratuito, universal e de qualidade, melhorando o desempenho do actual SNS. b) Separar os sistemas público e privado, acabando paulatinamente com a possibilidade de acumulação feita pelos profissionais de saúde, sem prejudicar a preservação da sua qualidade e garantindo uma remuneração adequada ao seu pessoal, tal como já acontece com os médicos em dedicação exclusiva. c) Eliminar as taxas de internamento hospitalar e cirurgias. d) Planos de contingência para redução das listas de espera para cirurgias e consultas externas. e) Possibilidade de recurso a um médico de família e/ou hospital particular, pago pelo Estado, no caso de o sistema público não ter capacidade de resposta em tempo razoável, de forma a garantir o direito à saúde. f) Modelos de gestão democrática das instituições públicas de saúde, facilitando a participação dos seus profissionais na organização dos serviços respectivos. g) Fomentar a implementação de programas multidisciplinares de saúde preventiva, física e mental, no âmbito dos sistemas de saúde e educativo (alimentação saudável, exercício físico, etc.). h) Regulamentar as medicinas alternativas, permitindo o acesso comparticipado dos cidadãos àquelas que obtenham reconhecimento da sua validade terapêutica. i) Diminuir os custos para os utentes dos medicamentos, mediante incentivo da prescrição de genéricos e atribuição de comparticipações complementares a idosos, doentes crónicos e desempregados. j) Monitorizar a sobreprescrição e o sobreconsumo de medicamentos, enfrentando-os mediante a adopção de planos de saúde preventiva. k) Apoiar a natalidade e adopção. 5. EDUCAÇÃO E CULTURA 5.1. A prioridade do Estado deve ser a satisfação do DIREITO À EDUCAÇÃO dos seus cidadãos, mediante um sistema público, gratuito e universal, sem prejuízo da existência de instituições do ensino particular e cooperativo. Actualmente o sistema educativo está formatado para satisfazer as necessidades do mercado, transformando as pessoas em reprodutores de uma ordem económica injusta e violenta. Paralelamente, a universalidade do sistema de ensino está posta em causa pela introdução de propinas no ensino superior, pelos custos dos manuais escolares do ensino obrigatório e pela insuficiência da rede pré-escolar. Além disso, tem-se promovido o reforço do modelo autoritário de gestão do ensino. Por isso propomos:
5.2. A cultura deve ser ACESSÍVEL A TODOS e o Estado deve promover a formação de públicos culturais. Paralelamente, o Estado deve apoiar a PRODUÇÃO CULTURAL NACIONAL e a expressão multicultural da sociedade portuguesa. Por isso propomos:
6. AMBIENTE E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO Em Portugal, os problemas avolumam-se com o avanço casuístico das cidades e vilas e o abandono dos campos. A tradição do Planeamento partiu do planeamento urbanístico, pelo que a cultura ligada ao espaço edificado continua a prevalecer, ignorando, quer a sustentabilidade ecológica do Território, quer a experiência desenvolvida noutros países mais avançados neste domínio. A política de Ordenamento do Território deve assentar numa Lei de Bases que o encare, a partir de uma visão global, como o processo e simultaneamente o motor da integração de todas as políticas sectoriais. Entendemos que a espacialização, no Território, das políticas sectoriais é um instrumento privilegiado da sua integração, que permitirá AGIR LOCALMENTE MAS PENSANDO GLOBALMENTE. Neste processo, o urbanismo não deve ser considerado como factor preponderante, só justificável por interesses particulares e especulativos. Trata-se de considerar o território como um todo complexo e vivo – o Território Global -, no qual as actividades se devem localizar organicamente, em função da aptidão ecológica, e a edificação articular-se harmoniosamente com o espaço não edificado, seja ele urbano ou rural, interagindo um em favor do outro. Por isso, propomos: a) Defender a gestão pública da água como um bem colectivo e inalienável. b) Actualizar a transposição das directivas comunitárias ambientais em atraso. c) Aplicar o Plano Nacional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, com as alterações e revisões previstas pela CNADS e pelas ONG´s e outros. d) Implementar o princípio do poluidor-pagador já previsto na Lei de Bases do Ambiente, através de programas de acção que visem a gestão sustentável dos resíduos, tendo como parceiros o sector privado, através de empresas e associações empresariais e outros. e) Aprofundar as regras relativas à embalagem, focando objectivos de redução da poluição e reaproveitamento ou reciclagem das mesmas. Introduzir e difundir a análise do ciclo de vida dos produtos utilizados, sejam eles de produção nacional ou importados. f) Obrigatoriedade dos organismos públicos usarem materiais reciclados (papel, envelopes e papel higiénico) e reutilizarem consumíveis informáticos (e outras opções recicláveis). g) Rever e clarificar o conceito de produto “BIO”. h) Aumentar o direito dos consumidores em matéria ambiental e de saúde preventiva, exigindo melhor e mais clara rotulagem dos produtos e processos céleres em matéria de inspecção de qualidade. i) Fazer cumprir a legislação referente a resíduos, nomeadamente aos considerados tóxicos e perigosos, responsabilizando o produtor pelo seu tratamento ou deposição em condições de segurança. j) Encarar globalmente a problemática dos resíduos sólidos, recusando a co-incineração dos resíduos industriais perigosos, e aplicando as soluções previstas para o tratamento dos resíduos industriais perigosos (CIRVER). Paralelamente dever-se-á acelerar eficazmente o processo de redução, triagem, reutilização e reciclagem de resíduos - A hipótese da “incineração dedicada” só se deverá pôr para os resíduos cuja recuperação não seja tecnicamente possível ou cujo processo seja demasiado ineficiente em custos e por isso pouco eficiente. k) Eliminar os privilégios ambientais de que beneficiam alguns sectores industriais, nomeadamente as cimenteiras, fixando iguais limites de emissão poluentes, seja qual for a sua origem. m) Atribuir apoios exclusivamente à indústria que assegure o cumprimento das regras ambientais. Penalizar as indústria poluentes cumprindo as leis em vigor. Resolver com urgência imediata os problemas causados pelas industrias poluentes, suiniculturas e empresas afins de produção animal, aumentando a fiscalização, assegurando a penalização e aplicando a legislação existente. n) Proibir a introdução de produtos animais (incluindo piscícolas) nas rações, de modo a evitar o progressivo aumento da concentração de elementos perigosos, na alimentação humana. o) Proibir a cultura e a venda de produtos transgénicos (OGM), enquanto não for assegurada a sua inocuidade para a saúde humana e para a bio-diversidade. p) Promover uma política integrada da água com a política agrícola e florestal, ao nível das bacias hidrográficas, criando entidades de gestão, por bacia. q) Desenvolver sistemas de tratamento de águas residuais . r) Comparticipar nos projectos de tratamentos de águas residuais em sistemas agrícolas, por meios biológicos e naturais. s) Promover medidas legislativas que obriguem à manutenção da capacidade de infiltração de águas no interior de logradouros. t) Dar prioridade ao combate à poluição das águas interiores, melhorando o tratamento de esgotos domésticos e industriais, regulamentando a utilização da agro-química e promovendo o armazenamento subterrâneo, através da aplicação do regime da Estrutura Ecológica Nacional, nas Áreas de Maior Infiltração. u) Promover uma campanha de protecção do solo, através do condicionamento da agro-química, do controlo de efluentes poluentes e da deposição de materiais tóxicos. v) Promover a aplicação dos benefícios aos agricultores previstos na legislação para as medidas agro-ambientais, permitindo a manutenção da galeria ripícola como estrutura ecológica fundamental. w) Conceder benefícios aos municípios que apliquem programas de protecção das linhas de água. x) Fazer cumprir a legislação relativa ao direito ao acesso à informação e tornar obrigatória a disponibilização na Internet e em tempo real das emissões poluentes das unidades industriais mais significativas, assim como dos valores relativos à qualidade do ar, nos mais importantes aglomerados urbanos. y) Atribuição ao Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território do papel de planeamento e coordenação de todos os outros, naquilo que em que as respectivas matérias tenham uma vertente territorial, nomeadamente o Ministério da Agricultura (no que respeita ao Ordenamento Rural e protecção dos solos com elevada capacidade de protecção de biomassa), das Obras Públicas (no que respeita às infra-estruturas de transportes – vias, portos, aeroportos, etc.) da Educação (no que respeita aos equipamentos escolares), da Saúde (no que respeita aos equipamentos de saúde), etc., de forma a obrigar as diversas pastas a PENSAR TERRITORIALMENTE, fazendo convergir as várias políticas no Ordenamento do Território. z) Integração no Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território dos instrumentos de Ordenamento do Território, nomeadamente a REN, a RAN, o DPH, a Rede Natura 2.000, a Directiva Habitats, as Áreas Protegidas, incumbindo-o de regulamentar e coordenar os Planos de Ordenamento do Território, o licenciamento de loteamentos e obras particulares, actuando com uma nova visão da cidade e uma nova visão dos campos e com o objectivo de valorizar o País do litoral ao interior, da costa à montanha.
7. AGRICULTURA E MAR A DIMINUIÇÃO DA FERTILIDADE DOS SOLOS e a DEGRADAÇÃO DA BIODIVERSIDADE E DA COMPOSIÇÃO ECOLÓGICA DA PAISAGEM contribuem para o despovoamento dos campos e para o processo de desertificação do território. As monoculturas extensivas e a floresta industrial monoespecífica de pinheiro bravo e de eucaliptos contribuem para uma maior secura do ambiente, para os fogos florestais e a desumanização dos espaços, ou seja, uma agricultura sem árvores e sem ruralidade e cidades monstruosas sem campo. As grandes empresas dos países desenvolvidos dominam as áreas estratégicas para certos produtos e tendem a monopolizar os recursos genéticos, a controlar as produções fundamentais e a sua comercialização. Os mercados não aceitam a PRODUÇÃO NACIONAL, o que atinge o rendimento dos agricultores, a economia do país e a gestão do próprio território. A agricultura moderna tem caminhado no sentido do mercantilismo globalizante e provoca: despovoamento do interior por redução dos activos no sector e desaparecimento das comunidades rurais; crescente aumento da população das cidades; DESERTIFICAÇÃO gradual do território, com o ESGOTAMENTO da fertilidade do solo e dos recursos não renováveis; POLUIÇÃO do solo, da água e do ar; erosão e simplificação biológica das paisagens; PERIGOSIDADE DOS ALIMENTOS devida ao abuso na utilização da agro-química e da engenharia genética. Relativamente ao sector das pescas, a utilização dos recursos pesqueiros deve ser realizada numa óptica de um EQUILÍBRIO LÓGICO ENTRE A PRESERVAÇÃO E A ECONOMIA, tendo em vista a sustentabilidade das empresas pesqueiras e dos respectivos postos de trabalho. Por isso, propomos:
8. DEFESA E RELAÇÕES EXTERIORES O Estado deve fomentar a PAZ e a SOLIDARIEDADE entre os povos. É inaceitável o apoio que os governos portugueses concederam, nos últimos anos, a iniciativas bélicas de ocupação de territórios (Iraque e Afeganistão). A violência (física, económica, racial, religiosa, sexual e psicológica) não pode constituir uma forma de resolução de conflitos ou ser um modelo nas relações sociais e humanas. Além da sua participação na União Europeia, Portugal deve ser o motor da CPLP, convertendo-a num actor internacional relevante. A diplomacia económica e o comércio internacional devem ser tratados do ponto de vista da cooperação para o desenvolvimento multilateral. Por isso, propomos:
9. ADMINISTRAÇÃO INTERNA O Estado deve dar prioridade à defesa DOS DIREITOS CIVIS, POLÍTICOS, SOCIAIS E CULTURAIS DE TODAS AS PESSOAS, sem qualquer discriminação. Em nome da segurança interna, Portugal tem adoptado políticas baseadas na desconfiança e na discriminação relativamente às pessoas oriundas de países pobres, contribuindo dessa forma para a marginalização de indivíduos e comunidades imigrantes e para o empobrecimento das relações interpessoais. A segurança não pode justificar o sacrifício dos direitos, liberdades e garantias, consagrados constitucionalmente. A actividade policial deve estar primariamente orientada para a dissuasão (policiamento de proximidade) e não para a repressão do crime, sem prejuízo da existência de corpos especializados na investigação criminal. A protecção civil e a prevenção rodoviária devem continuar a melhorar o seu desempenho, merecendo atenção continuada dos poderes públicos, em ordem a proteger a vida e a segurança dos cidadãos. Por isso, propomos: a) Concessão de vistos de residência a todos os imigrantes em situação ilegal ou que entrem no país, dando-lhes um prazo de três meses (prorrogável) para se estabelecerem por conta própria ou encontrarem trabalho, posto o que lhes deve ser dada autorização de residência, evitando-se circuitos de clandestinidade; b) Restringir a actuação do SEF ao controlo das fronteiras e remeter os seus pedidos/mandados de cooperação às demais autoridades policiais de intervenção em território nacional; c) Melhorar o serviço de acolhimento a imigrantes (regularização e acção social) desdobramento do SEF, separando a actividade policial do serviço de acolhimento a imigrantes (regularização e acção social): o serviço de acolhimento recebe e trata o pedido de visto do imigrante e comunicará ao serviço policial os vistos concedidos para os efeitos convenientes; d) Reconhecer direitos políticos aos imigrantes com residência legal, incluindo o de votar e ser eleito em todas as eleições, bem como garantir o acesso à saúde, à educação e à protecção social; e) Criar programas de apoio à integração social dos imigrantes, mediante acesso à formação profissional e ensino da língua e à convivência multicultural. f) Manter e reforçar o policiamento de proximidade; g)Aumentar os meios de investigação policial e a comunicação/articulação entre os vários serviços; h) Melhorar o desempenho dos serviços de protecção civil e de prevenção rodoviária (rentabilização dos meios humanos e físicos); i)Conceder asilo a todas as pessoas e respectivas famílias que são forçados a fugir dos seus países, quer por motivos políticos, quer por motivos económicos e/ou ambientais; j)Pressionar a União Europeia para revogar a “Directiva de Retorno” e encerrar os centros de detenção temporária de imigrantes em Portugal; 10. REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO A prioridade do Estado deve ser instituir uma VERDADEIRA DEMOCRACIA, não se resignando à democracia formal de tradição liberal. Actualmente, a democracia esgota-se em eleições periódicas, após as quais os representantes eleitos não cumprem os programas apresentados aos eleitores, não sendo responsabilizados por isso. Por outro lado, o poder político encontra-se centralizado e muito afastado dos cidadãos e das realidades locais. Esta situação tem levado a uma diminuição da participação política, empobrecendo o regime democrático. Por isso, propomos:
3 de Setembro de 2009 |
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PROPOSTAS PARA O CÍRCULO DA EUROPA Exma. Senhora, Exmo. Senhor, O ano eleitoral português é particularmente intenso dado que depois das eleições europeias em Junho passado, vislumbram-se já as eleições legislativas de 27 de Setembro de 2009. Como qualquer cidadão português, estas eleições dizem-lhe respeito: é por esta razão que, tendo tido a honra de ser nomeado cabeça de lista da coligação FEH – Frente Ecologia e Humanismo pelo círculo “Europa” ao qual pertence, pareceu-me necessário esclarecer o sentido do nosso compromisso. Uma cidadania de pleno direito : Os cidadãos portugueses que residem fora das fronteiras nacionais não devem ser considerados como cidadãos de segunda, mas como portugueses de pleno direito; cada um contribui, à sua maneira, para a reputação e o brilho da nossa pátria. Este lugar não é suficientemente reconhecido nem valorizado embora desempenhe um papel importante na construção da imagem e desenvolvimento da riqueza do nosso país. Entendemos, portanto, que nos cabe a nós lutar contra essa carência, tomando as disposições necessárias para a criação de um sistema que proporcione benefícios para todos, reforçando os laços entre as entidades nacionais e os nossos compatriotas que vivem no estrangeiro, mas igualmente entre os membros das diversas comunidades portuguesas espalhadas pela Europa no seio de cada Estado-membro. Um dispositivo a desenvolver: Perece-nos, nomeadamente, indispensável envidar um esforço importante em prol da defesa e promoção da língua portuguesa, primeiro património comum a todos os portugueses. Esse esforço foi, segundo nós, desleixado nestes últimos anos e é nossa intenção insistir vivamente junto das autoridades centrais para que os investimentos necessários nomeadamente nos estabelecimentos escolares e culturais lusófonos existentes na Europa sejam realizados e institucionalizados o mais depressa possível. Parece-nos, além disso, que a solidariedade nacional deve também poder actuar em caso de dificuldade ou emergência: apelamos, por isso, à criação, em cooperação com os serviços da Comissão Europeia, de uma linha verde consular acessível 24h/24 que permita a todos os nossos compatriotas obter imediatamente, em qualquer ponto do território da União Europeia e na sua língua materna, as primeiras informações e a assistência necessária, em circunstâncias excepcionais ou em situação social desesperada. A entreajuda nacional entre portugueses não conheceria fronteiras.
Um esforço cruzado a estimular : Seria, por último, conveniente que os portugueses residentes no estrangeiro tomassem consciência, paralelamente aos seus direitos (que pretendemos fazer reconhecer e reforçar), dos deveres que lhes incumbem: a mobilização e participação cidadã deveriam ser traduzidas pelo recenseamento massivo junto das entidades consulares portuguesas nos locais de residência, e pela participação mais activa nos momentos fortes da vida pública portuguesa, como o aumento da participação nos actos eleitorais. Com a vossa ajuda e o apoio de campanhas de sensibilização dirigidas às diversas comunidades, este objectivo é perfeitamente alcançável: o resultado final será um maior conhecimento e um reforço mútuos entre as comunidades centrais e periféricas. Para concluir, parece-nos que os investimentos industriais e/ou imobiliários realizados em Portugal por “portugueses residentes no estrangeiro” deveriam beneficiar de um estatuto derrogatório preferencial, baseado numa fiscalidade simplificada e numa política de taxas reduzidas para os empréstimos bancários, a fim de privilegiar o investimento dos portugueses da diáspora em Portugal.
No próximo dia 27 de Setembro, vá votar, vote na coligação |